27.6.11

Minha primeira vez: creme de mandioquinha

Há uns dois meses, em uma noite, estava com MUITA vontade de comer um creme de mandioquinha! Mesmo não sendo muito de cozinha, resolvi tentar a aventura. E não é que ficou bom?

Ingredientes fresquinhos escolhidos com carinho...

... e atenção dobrada para não dar nada errado!

Ficou de lamber os beiços!

30.4.11

PANQUECA DA MARTA


Ok, se uma receita é boa duas é mehor ainda: eu tenho uma receita de panquecas deixa pela Marta.
Aqui em casa fazemos quase toda a semana, amanhã Lia já avisou, quer panquecas.

Vamos a ela:


1 ovo
1 copo de yogurt
1 copo de agua/leite
1 colher de chá de essência de baunilha
1 colher de manteiga
1 1/2 xc de farinha
3 colher de açúcar
1/2 colher de chá de sal
1 colher de chá de bicarbonato

liquidificador, frigideira e quando aparecerem pequenos furos na superfície da panqueca, vire para que fiquem dourados dos dois lados.

26.4.11

"Pancakes" à la Rodrigo

Liberar receita no Elos é um perigo, porque vira informação pública em um segundo! Então, nada melhor do que publicar a receita ofertada pelo Rodrigo Rubido Alonso das deliciosas pancakes (sim, aquelas panquecas que a gente vê nos filmes dos Estados Unidos!) que apreciamos no brunch (saiba mais aqui). Além de ser um dos fundadores do instituto, o Rodrigo é cozinheiro de mão cheia.

Mix caseiro de panquecas

Ingredientes


600 g de farinha de trigo

3 colheres (sopa) de fermento em pó

2 colheres (cha) de bicarbonato de sódio

1 colher (cha) de sal

40 g de açúcar ou açúcar-baunilha

1 ovo

250 ml de leite

1 colher (sopa) manteiga derretida

Modo de preparo


1. Misture todos os ingredientes em pó (trigo, fermento, bicarbonato de sódio, sal e açúcar) e coloque em um vidro fechado. Dica: você pode deixar a massa preparada previamente e fritar mais tarde, basta reservar o conteúdo na geladeira.

2. Quando estiver tudo pronto para fritar as panquecas, acrescente e bata os ovos, o leite e a manteiga derretida.

Aqueça uma frigideira antiaderente.


4. Ponha de 1 ½ a 2 colheres (sopa) da massa na frigideira quente.


5. Quando aparecerem bolhas na superfície da panqueca, vire para que fiquem dourados dos dois lados. Dica: deve ser necessário dourar cada lado por cerca de 1 minuto.

Rendimento: 15 panquecas com cerca de 8 cm de diâmetro.

12.4.11

"Brunch de cozinha" do Instituto Elos

Quem me conhece, sabe que eu não sou muito de cozinha (leia-se cozinhar), mas sabe também que sou apaixonada por histórias - de pessoas, principalmente. E por isso me encanta muito conhecer suas receitas preferidas, como elas aprenderam a fazer aquilo e porque se tornou especial. Claro que, algumas vezes, tem a ver apenas com o sabor, mas não é o mais comum. Na maioria das vezes, gostamos muito de determinada coisa porque nos faz lembrar uma pessoa, um lugar, um momento. E o nosso brunch teve muito disso.

A Emi Tanaka não pode estar presente, mas mandou
deliciosos caquis produzidos por seu pai


Primeiramente, faríamos um chá de cozinha aqui pro escritório, afinal, cada vez mais pessoas almoçam aqui, cada vez mais recebemos pessoas para fazer banquetes e nossa estrutura estava deixando a desejar, então. Fizemos a lista de ítens, para cada um escolher que presente daria para nosso espaço, e começamos a planejar o evento. Será um café da manhã? Será um banquete? Então, a Ariane Mates, representante estadunidense da equipe do Instituto Elos teve a idéia de fazermos um brunch (que bicho é esse?!).

Filha de pai norte-americano e mãe brasileira e cozinheira de mão cheia, a Ari nos apresentou essa refeição típica do seu país, que mistura breakfast (café da manhã) e lunch (almoço). Começa umas 10, 11 horas da manhã e dura atééééé... todo mundo cansar de comer (claro que a Ari não explicou assim, mas é mais ou menos isso mesmo)! Ficam todos sentados ao redor de uma mesa farta, conversando e provando de tudo um muito.

A Déia, que trabalhou no Elos, mas já voltou para Portugal,
fez uma participação especial via Skype


Eu e Paulo Farine, o Paulinho, entramos na dança como ajudantes. A Ari nos trouxe três receitas típicas de sua família (Scrambled Eggs, Hash Browns e Biscuits), o Rodrigo Rubido nos ofertou sua receita de pancakes e Val Rocha, sua receita de torta de banana. Além disso, tivemos frutas, salada de frutas, café, leite e suco de laranja. Enquanto cozinhávamos, a Ari nos contou que a família dela costuma realizar brunchs nos feriados e dias especiais e que a pessoa que organiza tudo é sua avó paterna. Por isso, fizemos questão de manter alguns "rituais", como já deixar a salada de frutas servida nos potinhos.


Pra começar a partilha, vou postar a receita (em inglês) dos
biscuits (foto abaixo) que são uma delícia e pode-se comer com mateiga, com geléia, com manteiga e geléia, ou seja: ao gosto do freguês.

Biscuits

Homemamde biscuits are so easy to make, and if you follow a few simple rules, they will always turn out fluffy and delicious. I use what I call the Grandma Method. I don't use a pastry cutter, or a fork, I use my clean hands to work in the butter with the flour. It's messy, but it works for me. Whether you do this or another method, it's important not to overwork your biscuit dough. Mix until it's all moistened, and then GENTLY fold it over rather than kneading, then roll it out, or pat into shapes.

Baking Powder Biscuits

(from a 1933 Recipe)

Ingredients:

2 cups sifted flour
2 tsp. baking powder
4 tablespoons butter or shortening
1/2 tsp. salt
about 3/4 cup milk

Sift Flour once, measure, add baking powder and salt, and sift again. Cut in shortening or butter. (this is where I use my hands by rubbing the butter into the flour). Add milk gradually, stirring until soft dough is formed. Turn out on slightly floured board and lightly "knead" for 30 seconds, enough to shape. Roll 1/2 inch thick and cut with 2 inch floured biscuit cutter. Bake on ungreased sheet in a 400 degree oven for 12-15 minutes. Makes 12 biscuits. You can also make tiny tea biscuits that are only 1 1/2 inches wide with a small cutter or glass bottom. These are great served with tea, jam or honey.

Boa semana!

28.2.11

CHIMARRÃO


De onde a gente vem? Do que a gente é feito? Qual é o sentido da vida? A vida é tão cheia de perguntas para as quais não temos respostas. Quando eu era criança eu sabia muito bem duas coisas: queria ser jogador de futebol (do Grêmio) e gaúcho, que eu achava que era aquela profissão executada por um homem montado a cavalo, com camisa branca, bombacha, guaiaca e lenço vermelho no pescoço. Para este futuro eu treinava muito, fazia paredão com a bola de futebol contra a casa da família, buscando aperfeiçoar o chute perfeito ensinado por Pelé, e me vestia de gaúcho e ia para esquina de casa exercer ser gaúcho que era basicamente ficar lá pilchado parado por horas.

Gaúcho gosta de cozinhar. A relação direta é com churrasco. Existia uma época em que no domingo ir a missa e fazer churrasco eram sagrados. Da carne que sobra do churrasco se faz o carreteiro. Tem a salada de batata para acompanhar, o pucheiro de rabo e mandioca. Mas na verdade estou querendo falar do chimarrão.

Uma cuia de cabaça

um pouco de erva mate jogado ao lado da cuia

água quente, ante de ferver, para ocupar o vazio

onde entra a bomba para sorver o chá de mate

O chimarrão pode se tomar sozinho, mas o costume é tomar numa roda. Nas áreas rurais se acorda cedo, liga o rádio e se prepara o chimarrão, quem vai chegando é recebido na roda de chimarrão, antes do café e se preparando para o dia na lida. Esta é uma tradição muito antiga, de origem indígena, e que une numa só identidade gaúchos brasileiros, paraguaios, uruguaios e argentinos. E onde estiver o gaúcho se acha nas suas origens no chimarrão. Isso parece tão forte e arraigado porém nem sempre foi assim. Por um bom tempo chimarrão foi coisa de velho. Nos anos 90 os jovens passaram a curtir o chimarrão e se identificar em ser gaúcho, sem que para isso tivessem que frequentar o CTG - Centro de Tradição Gaúcha - deram uma flexibilizada na tradição.

Não há nenhuma fábrica grande de erva mate. São pequenas e regionais, e as variedades são muitas. As fábricas de cachaça, de embutidos, farinhas, de vinho não resistiram a regulação e fecharam. Um desastre, não só por causa do trabalho, diversificação econômica e da distribuição de renda mas por causa da cultura que vem com estes ofícios. As fábricas de erva mate nunca foram atingidas pela regulação do governo. No mercado público de Porto Alegre você pode escolher as diferentes ervas para fazer uma com sua assinatura.

Só folha, fina, mista, com galho, mais amarga, mais suave, mais doce. O paraguaio toma o tererê, um mate com água fria e ervas refrescantes. O Argentino toma numa cuia pequena, individual, como o Uruguaio. O Uruguaio toma mate o dia inteiro e onde ele vai, dizem existir uma estatística de perfuração do esôfago por Uruguaio dirigindo tomando mate.

Ultimamente estou avesso a tradições isolacionistas. O gaúcho sente tanto orgulho de si e suas coisas que não gosta de olhar para fora e se misturar, e mede o mundo a partir de sua fantasiosa perspectiva. A fantasia de um ser orgulhoso e de moral superior. Mas de fato sou o gaúcho que sonhei ser quando menino.

E de todas as tradições a que mais gosto é do chimarrão.

21.12.10

UMA GRANDE MESA E DEPOIS UMA GRANDE CAMA

Era assim que minha família se reunia nas grandes festas do ano, um bom almoço e depois uma grande cama na frente da teve. Não que era combinado, ou uma tradição intransigente, mas era uma necessidade depois de tanta comida, deitar. O sangue passava então a circular mais no estomago e no intestino do que no celebro e não havia quem não dormia. Lá em casa era assim, uma grande cama, pois meus pais, não sei se por economia ou por design tinha como sofás uma base retangular de madeira e travesseiros soltos também retangulares num tecido verde que facilmente eram desarrumados e arrumados no chão numa grande cama. Assim passávamos os domingos. Na mesa meu pai contava histórias demoradas suas do tempo de meninice, de rapazote, do tempo de namoro com mamãe ou do tempo de casado. Todas passando pelo fantástico, claro, mamãe sempre corrigindo. No final, papai que falava com os braços e mãos espaldadas, estava com o prato cheio, ainda por comer. Papai e mamãe tinham prazer em preparar uma boa mesa.

Alguns segredos, um cobertor de flanela sob a toalha, pratos de louça boa, talheres e copos bons e bem arrumados. Nada de etiqueta com requintes, mas alguns cuidados que mostram como a visita é bem quista. Entre os amigos e irmãos mantemos esta tradição, pelo menos o da mesa com longas conversas entre a sobremesa e o café. Nestas mesas cuidamos da amizade com muito prazer.

Meus amigos gostam mais de conversar do que de dormir, então eu de fininho por vezes fujo e procuro um canto para recostar e dormir. Minha mulher me condena, mas perdoa, o sono vem do estomago e de uma lembrança de um tempo que existia uma grande cama depois das refeições.

STOLEN - pão alemão


esta é uma receita que "lá em casa" (este é um termo que se refere ao lugar onde crescemos e fomos cuidados pelos nossos pais, que tras tantas histórias e várias receitas de comidas) se repetia todo início de dezembro. A casa ficava cheirando. É um pão escuro e duro, difícil de cortar, e na minha fantasia era um dos alimentos que ficavam ao lado do Faraos mumificados para se alimentar depois da morte pois iria restir aos tempos eternos, e realmente nunca vi um Stolen mofado ou velho. Apesar de duro e escuro era uma delicia encontrar as castanhas deste pão doce, assim como o cheiro ao partir o pão. Não sei se esta receita é a original, da minha mãe, me foi passada pela tia Mônica (na verdade madrinha) amiga de infância de minha mãe e que foi passada para ela pela sua mãe. Vou fazer e se não for igual a original comento aqui.

Ingredientes da massa:

1/2 xic. de açúcar - 1 pitada de sal - 1/4 xic. de manteiga - 2 ovos - 1/2 xic. água morna (ou leite) - 1 colh. de sopa de fermento biológico - 41/2 xic. de farinha de trigo (em média)

Recheio:

1 xic. de açúcar - 2 colhas. de casca de laranja ralada - 300 grs. de uva passa - frutas cristalizadas, nozes picadas e damasco picado a gosto

Cobertura: açúcar confeiteiro, 1 clara de ovo, uma pitada de manteiga e gotas de água quente para dar o ponto.

Modo de fazer: Ingredientes da massa em uma vasilha. Sová-la até desprender das mãos e transformar-se em uma massa macia e elástica(ir acrescentando farinha na medida do necessário a fim de trabalhá-la). Reservá-la e esperar dobrar de volume.

A seguir, abrir a massa com um rolo com cerca de 1cm de espessura e do tipo rocambole. Espalhar um pouco de manteiga derretida e cobrir com o recheio previamente misturado com um pouco de farinha de trigo para evitar que embole. Enrolar como para rocambole - uma receita rende dois rocamboles. Cerca de 50 minutos de forno médio. Cobre com o glacê e decora a gosto.